<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-118803597475804256</id><updated>2011-04-21T12:46:00.806-07:00</updated><category term='moda'/><category term='contemporaneidade'/><category term='saia'/><category term='História'/><category term='Calça'/><category term='mulher'/><category term='Movimento'/><title type='text'>Iara Wisnik</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://iarawisnik.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/118803597475804256/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iarawisnik.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Iara Wisnik</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13769447027486751508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pIvEdfdrtYs/SXYmKeVt5uI/AAAAAAAAAFc/a9-vTHMVnTk/S220/Iara+2009+menor.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>18</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-118803597475804256.post-2817655577801062807</id><published>2009-01-20T12:30:00.001-08:00</published><updated>2009-01-20T12:39:38.367-08:00</updated><title type='text'>Publicação da monografia</title><content type='html'>Durante o ano de 2008 eu realizei meu TCC em moda na faculdade Santa Marcelina.&lt;br /&gt;O trabalho incluiu uma grande parte teórica, com o desenvolvimento de um pensamento que desse base para a coleção prática.&lt;br /&gt;Procurei fazer um trabalho que ligasse processo criativo e teoria.&lt;br /&gt;Escrevi textos que funcionam através de uma idéia contínua, mas que também podem ser lidos separadamente. Achei que pode ser interessante disponibilizar eles no blog, por tratarem de temas que estão frescos e podem servir para quem quiser ler.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/118803597475804256-2817655577801062807?l=iarawisnik.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iarawisnik.blogspot.com/feeds/2817655577801062807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://iarawisnik.blogspot.com/2009/01/publicao-da-monografia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/118803597475804256/posts/default/2817655577801062807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/118803597475804256/posts/default/2817655577801062807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iarawisnik.blogspot.com/2009/01/publicao-da-monografia.html' title='Publicação da monografia'/><author><name>Iara Wisnik</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13769447027486751508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pIvEdfdrtYs/SXYmKeVt5uI/AAAAAAAAAFc/a9-vTHMVnTk/S220/Iara+2009+menor.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-118803597475804256.post-184928880487111656</id><published>2009-01-20T12:06:00.002-08:00</published><updated>2009-02-04T11:17:20.993-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contemporaneidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulher'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='moda'/><title type='text'>Movimento e Reconstrução - A calça, a saia e a mulher</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pIvEdfdrtYs/SXYzBd_dqBI/AAAAAAAAAF0/yXOwkS1eVZU/s1600-h/Iara+Wisnik+(9).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293474512344295442" style="WIDTH: 273px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_pIvEdfdrtYs/SXYzBd_dqBI/AAAAAAAAAF0/yXOwkS1eVZU/s400/Iara+Wisnik+%289%29.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As coisas estão em movimento.&lt;br /&gt;A vida não pára de gerar transformação. O que está vivo se transforma. E o que não está é submetido a movimento.&lt;br /&gt;A relação entre objeto-roupa e a pessoa que veste é total. Existe uma ligação física entre as duas coisas: a roupa se transforma quando em contato com a pessoa. A pessoa se transforma quando em contato com a roupa. Isso se faz também através do tempo. A cada dia o corpo humano se transforma, logo o contato dele com a peça muda. Os sentimentos mudam, a moda muda. O tempo muda. As razões e as motivações que levam determinada pessoa a escolher determinada peça vão se re-significando.&lt;br /&gt;A peça de roupa pode ser pensada para estar “aberta” a interferências. Basta que quem a olhe e coloque esteja atento e aberto para esse entendimento. Nesse momento cria-se um namoro entre a roupa e a pessoa que vai vestir: o resultado não está em um ou em outro, mas sim no meio, no que há entre, na relação. Para isso é necessário um quê de abertura na criação. A peça tem que dar margem a novas possibilidades; a pessoa que veste tem que exercitar essa escuta, essa capacidade de ação. Essa abertura é a parte que falta para que a coisa se feche, que se faz no encontro.&lt;br /&gt;O amor existe por causa da falta – O incompleto abre-se para a busca pelo encontro. Nos vestimos também por isso – Para dar “voz” /sentido àquilo que “falta” em nós – para sermos assim vistos/compreendidos, para expressarmos essas mudanças que nos ocorrem todo o tempo. Não existe o eu completo – senão, não precisaríamos nem usar roupas (uma necessidade básica que liga todos os seres humanos) – existe o eu em transformação em busca do outro, em busca de si mesmo. A moda nos ajuda muito nesse sentido.&lt;br /&gt;Existe a possibilidade de uma atitude criativa em relação à roupa.&lt;br /&gt;O caminho da moda feminina no último século foi conquistar a expressão livre da vontade humana.&lt;br /&gt;A modelagem da calça (2 partes juntas) lembra um casaco (2 braços). Uma calça pode virar um vestido? uma blusa? um macacão? Por que não tentar pensar na conciliação? Na roupa que se transforma com a vida.&lt;br /&gt;Isso sugere possibilidades em aberto. Sugere estilos que podem se completar dependendo de quem vista.&lt;br /&gt;Para que essa transformação aconteça a calça deixa de ser cem por cento calça. Ela se parece com uma saia, se parece com um vestido. Ela está sujeita a nomes que não conseguem enquadrá-la diretamente, ela é um pouco de muita coisa, e ao mesmo tempo nada exatamente. Ela está aberta a ser o que quiserem que seja. Um pouco de mulher livre e conquistadora de liberdade de expressão e ações masculinas (mulher de calça), um pouco elegante, antiga, feminina, confortável (saia longa).&lt;br /&gt;Ser feminina e ser masculina. Amplitude de tecidos, vontade de ficar à vontade, vontade de ficar elegante, vontade de mudar se preciso. Ares de mulher cem por cento vestida em tecidos masculinos. Ares de outros tempos. Vontade de se transformar, de ir além do que se é. Se transformar mesmo sem vontade, porque essa é a condição da vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/118803597475804256-184928880487111656?l=iarawisnik.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iarawisnik.blogspot.com/feeds/184928880487111656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://iarawisnik.blogspot.com/2009/01/introduo-monografia-de-graduao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/118803597475804256/posts/default/184928880487111656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/118803597475804256/posts/default/184928880487111656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iarawisnik.blogspot.com/2009/01/introduo-monografia-de-graduao.html' title='Movimento e Reconstrução - A calça, a saia e a mulher'/><author><name>Iara Wisnik</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13769447027486751508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pIvEdfdrtYs/SXYmKeVt5uI/AAAAAAAAAFc/a9-vTHMVnTk/S220/Iara+2009+menor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pIvEdfdrtYs/SXYzBd_dqBI/AAAAAAAAAF0/yXOwkS1eVZU/s72-c/Iara+Wisnik+%289%29.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-118803597475804256.post-2012138442897670894</id><published>2009-01-20T12:06:00.001-08:00</published><updated>2009-02-04T11:18:33.524-08:00</updated><title type='text'>1 Roupa forma, Roupa função, múltiplas formas e funções.</title><content type='html'>A forma e a função das coisas estão diretamente ligadas. Designers estudam a melhor maneira de conciliá-las, fazendo com que uma favoreça a outra. Isso se aplica aos mais diferentes objetos criados pelo homem, por exemplo, a forma de um telefone se adapta ao rosto, ligando o ouvido (escuta) e a boca (fala). A forma de uma cadeira permite que a bacia se acomode, que as pernas encostem no chão, e que a coluna fique ereta, com apoio.&lt;br /&gt;A modelagem básica das roupas surge por conta da necessidade do corpo que elas vão vestir: A calça tem lugar para que as duas pernas entrem. A abertura na região dos quadris possibilita e entrada e saída da peça no corpo. Há uma abertura final para que os pés possam estar livres. Existem muitos modelos de calça, como por exemplo capri, pantalona, skinny, cargo, big, boca-de-sino, Saint-tropez. No entanto eles variam em tudo, menos naquilo que é a estrutura inicial. Naquilo que faz com que a peça se chame calça. Pois a função dela é vestir a parte inferior do corpo humano, definindo separadamente as pernas.&lt;br /&gt;Determinadas formas podem lembrar outras, pela suas funções, ainda que de maneira inexata. Por exemplo, as duas passagens das pernas da calça podem lembrar as duas mangas de um casaco, ou de um vestido. Essa adaptação não se faz de maneira perfeita, afinal braços e pernas tem comprimentos e espessuras bem diferentes. No entanto essa imprevisibilidade, essa transferência de forma e função pode gerar novas combinações surpreendentes a um pensamento lógico. O deslocamento estrutural pode gerar um elemento surpresa que traz novidade para aquela silhueta, uma novidade de estilo.&lt;br /&gt;Muitos estilistas vem trabalhando a desconstrução de peças de roupa desde a década de 80. Sigo esse caminho para investigar o deslocamento de formas e funções em peças com o intuito de encontrar várias formas de uso na mesma peça, e também de encontrar formas mais imprevisíveis, inusitadas, não imaginadas em um primeiro momento. Para que isso ocorra, é necessário que a roupa esteja sujeita a transformações. Isso pode ser facilitado através de aberturas, de abotoamentos, de recortes que ajudem as transposições.&lt;br /&gt;A tecnologia hoje caminha para a compactação de muitas funções em o mínimo possível de objetos. Celular que é Ipod, computador e câmera fotográfica. Impressora que é scanner, fax e telefone. Shampoo que é condicionador. Na moda isso também pode acontecer. Isso pode facilitar o dia-a-dia do homem moderno, que está sujeito a “muitos personagens” e a muitas situações em um curto espaço de tempo. Além das mais variadas intempéries climáticas.&lt;br /&gt;No entanto, para que isso ocorra, é necessário uma dose de ação criativa de quem veste a roupa para se relacionar com a possibilidade de transformação. A roupa que nunca está terminada, sempre está sujeita a uma outra possibilidade, a uma nova transformação.&lt;br /&gt;Tenho como objetivo investigar a idéia com duas finalidades: uma a de pensar roupas que de fato possam ser usadas de várias maneiras, e a outra pela investigação pura e simples de forma e função, que pode gerar uma modelagem inusitada, uma peça diferenciada em si.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/118803597475804256-2012138442897670894?l=iarawisnik.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iarawisnik.blogspot.com/feeds/2012138442897670894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://iarawisnik.blogspot.com/2009/01/1-roupa-forma-roupa-funes-mltiplas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/118803597475804256/posts/default/2012138442897670894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/118803597475804256/posts/default/2012138442897670894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iarawisnik.blogspot.com/2009/01/1-roupa-forma-roupa-funes-mltiplas.html' title='1 Roupa forma, Roupa função, múltiplas formas e funções.'/><author><name>Iara Wisnik</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13769447027486751508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pIvEdfdrtYs/SXYmKeVt5uI/AAAAAAAAAFc/a9-vTHMVnTk/S220/Iara+2009+menor.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-118803597475804256.post-8131515353909969119</id><published>2009-01-20T12:04:00.000-08:00</published><updated>2009-01-20T12:05:18.980-08:00</updated><title type='text'>1. 1 Construção – Desconstrução – Reconstrução de Roupas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até a década de 80, a tradição ligada à moda européia, principalmente a alta-costura, era a da construção perfeita das peças, do requinte no acabamento exato e cuidado, da modelagem desenvolvida para uma construção perfeita de roupas. Esses eram os padrões de excelência em moda. No entanto, alguns grupos e estilistas começaram a investigar e a propor a desconstrução de roupas, deixando alguns acabamentos em aberto propositalmente, abrindo peças de maneiras inusitadas, para que novas formas pudessem surgir. Essa era inclusive uma forma de contestação em relação à moda que se praticava até então.&lt;br /&gt;Na primavera de 1983, houve um estrondoso abalo na forma de se fazer moda, com a aparição de alguns jovens japoneses: Rei Kawakubo, Yohji Yamamoto e depois Issey Miyake, que afirmaram um estilo completamente novo que rompia com o consenso em vigor. Vera Gertel, em uma matéria chamada “Revolução na Moda” para a revista Desfile, escreve o seguinte:  “E o resultado foi o aparecimento de roupas cujos panos são trabalhados, cortados, recortados, amarrados, originando formas amplas, longas, bizarras, inventaram o look pobre ou rico miserabilíssimo, que entrou em forte contraste com a busca de luxo e requinte dos estilistas ocidentais.”&lt;br /&gt;Depois do choque, a moda começou a absorver essa nova linguagem que se aprofundava. Tanto com o desenvolvimento do trabalho e da linguagem de cada um desses estilistas (que até hoje são revolucionários pela maneira como pensam e propõem o vestir, dando a ele novos significados) como pelo surgimento de novos estilistas que coincidentemente ou não começaram a investigar a desconstrução de roupas.&lt;br /&gt;Nome fundamental, Rei Kawakubo é descrita como “Arquiteta do vestido, desconstruindo a roupa para reconstruí-la melhor, inovadora em tudo” , por François Baudot, e suas criações definidas como “As roupas estranhas, não convencionais, desestruturadas, amassadas e rasgadas trouxeram um novo conceito, geraram polêmica, influenciando inúmeros outros estilistas e praticamente estabelecendo os rumos da silhueta adotada nos anos 80.”  Rei Kawakubo é referência em todos os sentidos: pensamento sobre forma de loja, trilha sonora, desfile, casting, temáticas e principalmente criação e modelagem. Não é à toa que é tida por muitos estilistas como guru máxima e seus desfiles mobilizam e influenciam todos os que pensam e fazem moda no mundo.&lt;br /&gt;“Issey Miyake. (...) Não compactuando com os mesmos princípios de corte das roupas ocidentais, que procuram modelar o corpo tridimensionalmente, preferiu adotar a técnica japonesa da confecção do quimono, que corta o tecido no plano e não elimina as partes excedentes, aproveitando-as como um prolongamento sugestivo de conforto e despojamento. Ficou conhecido por contestar, pesquisar, questionar e estar sempre à procura de novos caminhos para a indumentária.”  Definido dessa maneira pelo dicionário da moda, Miyake foi pioneiro em pensar roupas que pudessem se transformar. Criou o tubo sanfonado que podia ser colocado como vestido, gola, casaco, etc. As suas relações entre forma e função sempre estiveram ligadas a conceitos muito fortes que norteiam cada uma das suas coleções.&lt;br /&gt;    Um dos nomes ocidentais pioneiros na pesquisa da desconstrução é Martin Margiela, descrito pelo dicionário da moda como: “Um dos representantes do movimento de desconstrução na moda, o seu trabalho é caracterizado por uma apreciação poética da imperfeição, do não conformismo e da excentricidade. Ficou conhecido por seu estilo provocador, fazendo casacos com quatro mangas, cortando bainhas no fio e deixando-as inacabadas, colocando mangas maiores do que as cavas, com conseqüente sobra de tecido, costurando bolsos em lugares inusitados e prendendo sua etiqueta em branco por apenas quatro pontos de linha.”  E por François Baudot como “Teórico, homem de laboratório, seu laconismo e sua singularidade incomodam. Costuras aparentes, ourelas com debruns, cores vivas, desconstrução sistemática e reinvenção permanente: suas silhuetas, que parecem predizer um novo futuro para a roupa, revelaram um dos grandes talentos da sua geração”.&lt;br /&gt;    Com a revolução gerada por esses estilistas, e por outros que deram continuidade, que seguiram a trilha aberta por eles, a moda nunca mais foi a mesma. Hoje, essa idéia já foi totalmente absorvida pela moda, e faz parte da criação de muitos estilistas pelo mundo.&lt;br /&gt;    Na faculdade somos convidados a pensar desconstrução desde o início do curso. Por ser essa uma boa maneira de exercitar o olhar para o imprevisto, para o que não pode ser criado racionalmente, para que o repertório de possibilidades existenciais em cada peça de roupa possa se ampliar.&lt;br /&gt;    Em seu livro “Produção Estética” Rosane Preciosa apresenta no poema “Viés do tecido” um trecho que corresponde profundamente a essa idéia:&lt;br /&gt;“(...) E não será esse o trabalho da nossa sensibilidade:&lt;br /&gt;desfazer formas abrindo alas para tantas outras.&lt;br /&gt;Desejar que as formas vibrem e nos surpreendam.&lt;br /&gt;Olhar uma roupa pensando em mil outras conexões (...)” &lt;br /&gt;Dessa maneira, quando nos propomos a encontrar novas formas em uma mesma peça, abrimos espaço também para que o inconsciente nos ajude no processo criativo, com o elemento imprevisto, inesperado. Olhamos as formas de outro jeito em relação ao corpo. “É preciso ter coragem para resistir à tentação de não nos deixarmos capturar pelas formas prontas para vestir, formas dominantes, homogêneas, serializadas, reprodutíveis. É preciso ousar para não sair apenas recauchutando a subjetividade, o que significaria ir apenas reacomodando tudo no mesmo lugar”. &lt;br /&gt;Assim, a criação que parte da desconstrução torna-se reconstrução, baseada em formas antigas, mas que agora apenas lembram peças que foram, e tornam-se novas. Carregadas de sentido criativo e re-significadas por um novo olhar.&lt;br /&gt;Quando desconstruímos e reinventamos roupas antigas, de brechó, de família, de outros tempos, através da descoberta de novas maneiras de usá-las, as trazemos para o presente, para o novo. Damos novos sentidos às peças, que por suas formas e matérias nos ajudam a dar sentido à criação. Pois as peças de roupa carregam naturalmente histórias e significados de tempo e espaço. Nesse sentido, Sebastien Charles ao comentar os tempos hipermodernos - “(...) a lógica hipermoderna rearranja e recicla o passado sem cessar” - discute diretamente essa prática. Não é à toa que “garimpar” está na moda. Ter, comprar, encontrar um objeto antigo e saber usá-lo de acordo com os significados do mundo de hoje são coisas que estão em voga. Lipovetsky, observador, visionário diz:&lt;br /&gt;“A voga do passado se vê ainda no sucesso dos objetos antigos, da caça a antigüidades, do retrô, do vintage, dos produtos rotulados com um “legítimo” ou “autêntico”, que despertam a nostalgia”.  E ainda,  “Celebrando até o menor objeto do passado, invocando as obrigações da memória, remobilizando as tradições religiosas, a hipermodernidade não é estruturada por um presente absoluto; ela o é por um presente paradoxal, um presente que não pára de exumar e redescobrir o passado”.&lt;br /&gt;    A prática da desconstrução está diretamente ligada a uma postura inovadora, de rompimento com práticas tradicionais e a uma busca profunda de novas possibilidades no vestir. Isso passa por um processo de criação que dá espaço ao imprevisto, ao surgimento de formas inusitadas. Que busca no passado, em formas prontas, o caminho para o novo, a reciclagem dessas formas, reinventando-as.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/118803597475804256-8131515353909969119?l=iarawisnik.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iarawisnik.blogspot.com/feeds/8131515353909969119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://iarawisnik.blogspot.com/2009/01/1-1-construo-desconstruo-reconstruo-de.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/118803597475804256/posts/default/8131515353909969119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/118803597475804256/posts/default/8131515353909969119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iarawisnik.blogspot.com/2009/01/1-1-construo-desconstruo-reconstruo-de.html' title='1. 1 Construção – Desconstrução – Reconstrução de Roupas'/><author><name>Iara Wisnik</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13769447027486751508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pIvEdfdrtYs/SXYmKeVt5uI/AAAAAAAAAFc/a9-vTHMVnTk/S220/Iara+2009+menor.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-118803597475804256.post-7447152143799285888</id><published>2009-01-20T12:02:00.000-08:00</published><updated>2009-01-20T12:03:09.544-08:00</updated><title type='text'>1.2    Multifuncionalidade e tecnologia em objetos</title><content type='html'>O desenvolvimento acelerado da tecnologia ruma no sentido de otimizar a relação tempo – espaço dos indivíduos contemporâneos pelo uso de seus objetos. Não é de hoje que todos os investimentos são feitos para a criação e desenvolvimento de objetos cada vez menores, que apresentem múltiplas funções. Como cita Paulo José Moran em seu texto “Novas tecnologias e o re-encantamento do mundo”, “É possível criar usos múltiplos e diferenciados para as tecnologias. Nisso está o seu encantamento, o seu poder de sedução. Os produtores pesquisam o que nos interessa e o criam, adaptam e distribuem para aproximá-lo de nós. A sociedade, aos poucos, parte do uso inicial, previsto, para outras utilizações inovadoras ou inesperadas. Podemos fazer coisas diferentes com as mesmas tecnologias.”&lt;br /&gt;Gilles Lipovetsky dá aos tempos atuais o nome de “Tempos Hipermodernos”, definindo da seguinte maneira: “Hipermodernidade: uma sociedade liberal, caracterizada pelo movimento, pela fluidez, pela flexibilidade” . As características levantadas norteiam o desenvolvimento da tecnologia: se há movimento e flexibilidade, os objetos têm que acompanhar os homens e possibilitar a mobilidade e a comunicação constantemente: assim as coisas são compactadas, cada vez menores e transportáveis. É a era do culto ao multifuncional móvel: celulares, laptops, iPods, câmeras digitais, shampo 3 em 1 em embalagem aerodinâmica, iPhone e muito mais.&lt;br /&gt;    Isso revolucionou a relação dos homens com o mundo e com a própria vida. Vivemos na era do tudo ao mesmo tempo agora. Sebastien Charles comenta: “tudo se passando como se o presente conseguisse canalizar todas as paixões e sonhos (...). Com o objetivo de “comprimir o espaço de tempo”, elevando a voltagem lógica da brevidade” . Assim, cada vez mais voltados para o presente, os objetos nos permitem ter uma vida flexível, globalizada e conectada com o mundo. Uma vida extremamente personalizada. A tecnologia nos permite escolhas próprias: toques no celular, fotos pessoais, músicas baixadas pela internet, tudo no sentido de individualizar e personalizar a vida. Isso nos causa o efeito de pessoalidade e autenticidade em relação às coisas e ao mundo.&lt;br /&gt;    “A miniaturização das tecnologias de comunicação vem permitindo uma grande maleabilidade, mobilidade, personalização (vide walkman, celular, notebook...), que facilitam a individualização dos processos de comunicação, o estar sempre disponível (alcançável), em qualquer lugar e horário. Essas tecnologias portáteis expressam de forma patente a ênfase do capitalismo no individual mais do que no coletivo, a valorização da liberdade de escolha, de eu poder agir, seguindo a minha vontade” .&lt;br /&gt;    Tudo isso caminha em um sentido que favorece a moda: tanto pelo processo de individualização como pelo efeito de mobilidade e mudança constante no indivíduo. No entanto, é possível também começar a se pensar em roupas que possam se modificar ao longo do dia, entrando a moda na lógica da mobilidade e da flexibilidade.&lt;br /&gt;    No livro “O Império do Efêmero”, Gilles Lipovetsky diz: “aos gostos modernos pelas facilidades materiais, a satisfação de ganhar tempo, fazer menos esforço (...) o gosto pelo diferente, que precipita o tédio repetitivo, fazendo amar e desejar quase que a priori aquilo que muda” . Nesse sentido, o desejo de mudança também é uma vontade de novidade constante. Mas essa novidade pode, até certo ponto, ao invés de se apresentar sempre com a chegada de um novo objeto, que automaticamente ocupa o lugar do antigo, pode se apresentar pela renovação, a reciclagem, a reinvenção do próprio objeto, podendo ele ser agora alvo de novidades.&lt;br /&gt;    José Manuel Moran fecha o seu texto afirmando que as novas tecnologias podem ser um meio de re-encantamento entre o homem (e suas possibilidades humanas) com o mundo. “Nossa mente é a melhor tecnologia, infinitamente superior em complexidade ao melhor computador, porque pensa, relaciona, sente, intui e pode surpreender. Por isso o grande re-encantamento temos que fazê-lo conosco, com a nossa mente e corpo, integrando nossos sentidos, emoções e razão. Valorizando o sensorial, o emocional e o lógico. Desenvolvendo atitudes positivas, modos de perceber, sentir e comunicar-nos mais livres, ricos, profundos. Essa atitude re-encantada de viver potencializará ainda mais nossa vida pessoal e comunitária, ao fazer um uso libertador dessas tecnologias maravilhosas e não um uso consumista, de fuga. (...) O re-encantamento, enfim, não reside principalmente nas tecnologias -cada vez mais sedutoras- mas em nós mesmos, na capacidade em tornar-nos pessoas plenas, num mundo em grandes mudanças e que nos solicita a um consumismo devorador e pernicioso. É maravilhoso crescer, evoluir, comunicar-se plenamente com tantas tecnologias de apoio” . Por isso, uma peça de roupa que possa nos ajudar a reinventar diferentes “eus’ pode nos aproximar também do re-encantamento do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/118803597475804256-7447152143799285888?l=iarawisnik.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iarawisnik.blogspot.com/feeds/7447152143799285888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://iarawisnik.blogspot.com/2009/01/12-multifuncionalidade-e-tecnologia-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/118803597475804256/posts/default/7447152143799285888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/118803597475804256/posts/default/7447152143799285888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iarawisnik.blogspot.com/2009/01/12-multifuncionalidade-e-tecnologia-em.html' title='1.2    Multifuncionalidade e tecnologia em objetos'/><author><name>Iara Wisnik</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13769447027486751508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pIvEdfdrtYs/SXYmKeVt5uI/AAAAAAAAAFc/a9-vTHMVnTk/S220/Iara+2009+menor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-118803597475804256.post-7167058422836645092</id><published>2009-01-20T12:01:00.001-08:00</published><updated>2009-01-20T12:01:54.937-08:00</updated><title type='text'>1.3    Ação criativa e Reinvenção de roupas – Relação pessoa – Objeto</title><content type='html'>Há quem diga que a moda é uma ditadura, inventada por alguns, que impõe como as pessoas devem se vestir. Essa não é uma inverdade, na medida em que a indústria e o mercado ditam a cada estação as tendências que devem ser seguidas. No entanto “Antes de ser o signo da desrazão vaidosa, a moda testemunha o poder dos homens para mudar e inventar sua maneira de aparecer”.  Lipovetsky em seus livros nos mostra como a moda pode ser libertadora, possibilitando que as pessoas expressem livremente sua individualidade. Dessa maneira, a relação entre objeto- roupa e a pessoa pode se fazer de maneira criativa.&lt;br /&gt;Vida é movimento, moda é movimento. As células vivas se refazem rapidamente. O sangue circula, os pêlos crescem, o coração bate, o pulmão respira. Em pouco tempo não somos mais os mesmos. “Se fomos tantas coisas que não somos mais, por que não poderíamos vir a ser aquilo que ainda não fomos? Ou que nem sequer imaginamos que poderíamos ser?” . Rosane Preciosa reflete e nos traz boas perguntas a respeito dessas questões. “A vivacidade do que está vivo se expande em estimulante contato/ contágio com o mundo que nos afeta e por nós é afetado. Ambos articulados processando mutações”.  A moda nos ajuda a expressar essa mudanças.&lt;br /&gt;As roupas se transformam na relação com as pessoas. Dependendo de quem veste, como veste, com o que veste, a roupa ganha diferentes significados. Ao mesmo tempo que dá novos significados para aquele que a coloca. A moda nos ajuda a ser mais o que somos agora, a nos aproximarmos da expressão do eu, revelando, através das roupas, para nós mesmos e para o mundo, aquilo que queremos e que estamos sendo.&lt;br /&gt;“Singularizar-se, então, é o contrário de moldar-se de acordo com uma expectativa de subjetividade feita sob encomenda. Significa nela intervir”.  Por isso não estamos condenados à vontade de alguns, podemos estar em relação criativa e ativa com a construção da nossa identidade visual. “O que de fato buscamos é captar o tempo todo o que se faz e se desfaz em nós, dar forma ao que vivenciamos em nossa subjetividade”.&lt;br /&gt;Ser criativo significa, nesse caso, se deixar influenciar pelo mundo e pelas coisas, para que depois se possa intervir na coisa e conseqüentemente no mundo. É uma relação de troca. O objeto nos transforma e nós transformamos o objeto – é um vai e vem. “Ainda que do ponto de vista teórico sejam os humanos que codificam a significação das coisas, de uma perspectiva metodológica são as coisas em movimento que iluminam seu contexto social e humano” .&lt;br /&gt;Agir criativamente significa não encarar a moda como uma tendência a ser obrigatoriamente seguida, mas sim se conhecer, conhecer o mundo, as coisas, e estar aberto para vestir aquilo que se está sendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/118803597475804256-7167058422836645092?l=iarawisnik.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iarawisnik.blogspot.com/feeds/7167058422836645092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://iarawisnik.blogspot.com/2009/01/13-ao-criativa-e-reinveno-de-roupas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/118803597475804256/posts/default/7167058422836645092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/118803597475804256/posts/default/7167058422836645092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iarawisnik.blogspot.com/2009/01/13-ao-criativa-e-reinveno-de-roupas.html' title='1.3    Ação criativa e Reinvenção de roupas – Relação pessoa – Objeto'/><author><name>Iara Wisnik</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13769447027486751508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pIvEdfdrtYs/SXYmKeVt5uI/AAAAAAAAAFc/a9-vTHMVnTk/S220/Iara+2009+menor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-118803597475804256.post-3491946215533388185</id><published>2009-01-20T11:59:00.000-08:00</published><updated>2009-01-20T12:00:01.061-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulher'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='moda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>2  A Calça Feminina</title><content type='html'>“CALÇA – Peça da indumentária masculina, comumente adotada pelas mulheres a partir de meados do século XX, indo da cintura até a altura dos tornozelos e compreendendo duas partes separadas que envolvem as pernas. As calças tem exibido inúmeras variações através dos tempos e, embora haja referências de seu uso desde a Antiguidade, a calça da maneira como conhecemos teve seu uso adotado somente a partir de 1830. Pode ser talhada com braguilha ou não, possuir bolsos internos e externos, pregas na frente, fechamento por botões ou zíper e é, sem dúvida, a vestimenta preferida pelos homens e por muitas mulheres contemporâneas. (..)”&lt;br /&gt;Hoje a calça já está absolutamente incorporada ao vestuário feminino. A coisa mais natural para qualquer mulher, de qualquer classe social, de todas as faixas etárias, é usar calças. Sejam elas calcinhas, bermudas, shorts, calças compridas, justas ou largas, meia-calças, altas ou baixas, dos mais variados tipos de cores e de tecidos, estampas, bordados, pedrarias. Seria impossível imaginar a sociedade hoje existindo tal e qual, se as mulheres não usassem calças.&lt;br /&gt;No entanto, as coisas não foram sempre assim. Isso se deve a uma luta e uma série de conquistas que as mulheres, e conseqüentemente seu vestuário, vem passando desde meados do século XIX.&lt;br /&gt;“(...) A moda não faz desaparecer as reivindicações e a defesa dos interesses particulares, ela os torna mais negociáveis”  É muito interessante observar como a mudança no hábito do uso de determinada peça pode ser reflexo de todo um pensamento de uma sociedade que está em transformação. E a conquista de uma nova liberdade gera toda uma mudança na estrutura de comportamento, que determina a nova “cara” da sociedade que está se formando. &lt;br /&gt;A forma e a função da roupa estão diretamente ligadas a uma série de valores, a maneira como determinada sociedade se comporta e se pensa em determinado tempo e espaço. No momento em que a mulher conquista o direito ao uso da calça, ela está conquistando muito mais do que a possibilidade de usar uma peça com duas partes separadas que envolvem as pernas, ela está conquistando uma postura, um papel totalmente diferenciado diante da sociedade, do homem e da relação com a própria vida e liberdade. Abrindo novos caminhos para as mulheres e homens que virão.&lt;br /&gt;Assim sendo, o uso da calça comprida pelas mulheres está, em sua origem, diretamente ligado a um mundo que está se transformando, e a uma conquista de liberdade.&lt;br /&gt;É essa conquista que liga o vestir a uma atitude de auto-expressão, fazendo dele um meio, um lugar, pelo qual a individualidade pode se expressar sempre em transformação, colocando o indivíduo como um agente criativo nessa relação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/118803597475804256-3491946215533388185?l=iarawisnik.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iarawisnik.blogspot.com/feeds/3491946215533388185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://iarawisnik.blogspot.com/2009/01/2-cala-feminina.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/118803597475804256/posts/default/3491946215533388185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/118803597475804256/posts/default/3491946215533388185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iarawisnik.blogspot.com/2009/01/2-cala-feminina.html' title='2  A Calça Feminina'/><author><name>Iara Wisnik</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13769447027486751508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pIvEdfdrtYs/SXYmKeVt5uI/AAAAAAAAAFc/a9-vTHMVnTk/S220/Iara+2009+menor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-118803597475804256.post-1793529041118917417</id><published>2009-01-20T11:57:00.000-08:00</published><updated>2009-01-20T11:58:12.065-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulher'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>2.1     Histórico</title><content type='html'>Após algumas tentativas pioneiras, realizadas por algumas mulheres, tais como a escritora francesa Georges Sand, amante do compositor Frederich Chopin, que por volta de 1840 chocou a sociedade ao usar roupas masculinas e fumar em público, e a americana Amélia Bloomer, que em 1854 cria a calça comprida para ser usada em baixo do vestido, e é por isso ridicularizada por toda a sociedade, a calça foi introduzida ao vestuário feminino na passagem do século XIX para o XX, mais especificamente em 1894, data do primeiro registro de aceitação do uso de calças para as mulheres.&lt;br /&gt;“Mais diretamente que o imaginário da igualdade, outros fatores, culturais e estéticos, tiveram um papel de primeiro plano na revolução democrática do parecer feminino. Os esportes em particular. (...) a bicicleta permitiu o aparecimento, por volta de 1890, de calças bufantes apertadas sob o joelho e, em 1934, do short de verão. (...) desencadearam um processo de desnudação do corpo feminino e um processo de redução das coações rígidas do vestuário que entravam a expressão livre da individualidade”.   Como Gilles Lipovetsky afirma, foi por causa da prática de esportes que a calça “foi liberada” para as mulheres.&lt;br /&gt; “Se a primeira revolução a instituir a aparência feminina moderna reside na supressão do espartilho por Poiret em 1909-1910, a segunda, sem dúvida mais radical, situa-se nos anos 1920 por Chanel e Patou. Paul Poiret abandonou o espartilho, deu uma flexibilidade nova ao andar feminino, mas permaneceu fiel ao gosto da ornamentação sofisticada, a suntuosidade do vestuário. Chanel e Patou, ao contrário, repudiaram o luxo vistoso, despojaram a mulher das fanfreluches e das nove-horas: elas usarão, doravante, vestidos justos curtos e simples, chapéus em forma de sino, calças e malhas de lã, Chanel poderá vestir as mulheres da alta sociedade com tailleur de jérsei, com pulôver cinza, preto ou bege.”  As mulheres, nesse início de século, passavam por uma grande transformação. Vinham de uma moda romântica cheia de firulas e agora estavam vestidas com um número reduzido de peças e confortáveis: sua postura mudava diante do mundo. Mas embora Coco Chanel tenha aderido à moda da calça, ela ,também, revelou censura. Chamou-as de “calça de iatismo”, de formas largas, e as indicava às suas clientes apenas para momentos de praia e lazer. Portanto, por mais que houvesse liberdade, novidade e proposta para o uso da calça pelas mulheres, ainda havia um forte preconceito com relação às suas situações de uso. As coisas em transformação vão se moldando e sendo moldadas, ganhando lugares e espaços novos ao longo do tempo.  &lt;br /&gt;Por causa da segunda guerra mundial (1939 – 1945), as mulheres assumiram o trabalho dos homens, e a calça comprida e o macacão passaram a ser seus uniformes de trabalho. Por conta disso seu uso foi disseminado, usavam nas fábricas e nos campos, sempre em ocasiões informais. Os cabelos foram presos com turbantes para evitar acidentes nas linhas de montagem. Após a guerra, as bermudas, as calças de ciclista e as de toureiro eram os modelos da moda.&lt;br /&gt;Durante a década de cinqüenta uma atmosfera de ingenuidade e juventude americana opunha-se à elegância das francesas. As garotas queriam inventar suas próprias roupas e não usar o que as mães usavam. O uso popular de jeans e terninho refletiam o fato de que durante a guerra as mulheres e as meninas começaram a usar calça em várias ocasiões. Foi no final dessa década que o uso da calça comprida para as mulheres passou a ser mais respeitável.&lt;br /&gt;“Sem dúvida, depois dos anos 1960, a silhueta feminina conheceu uma revolução decisiva, com a generalização do uso da calça” . A revolução que introduziu de uma vez por todas a calça feminina como uma das peças principais para todas as ocasiões ocorreu nesta década, com a moda Unissex. Ela foi totalmente absorvida, e agora trazida ao mercado com o desenho e a elegância respeitáveis de qualquer outro traje.&lt;br /&gt;“Por outro lado, a alta-costura consagrou o uso da calça feminina; desde 1960 Balenciaga criou trajes de noite compostos de calças brancas; em 1966 Yves Saint-laurent integra a calça em suas coleções, faz seus manequins usarem calças de noite e smokings femininos” . Aquilo que, em um primeiro momento, era voltado para a prática de esportes, agora se promoveu à alta-costura. A vestimenta do esporte sai da prática para o dia-a-dia e começa a influenciar a moda. As calças de esqui inspiram a moda e surgem as fuseaux e as leggings.&lt;br /&gt;“Já totalmente à vontade para compor o figurino feminino em ocasiões diversas, na década de 70 a calça comprida adotou comprimentos e modelos variados, em todos os tipos de situações (....) Assim, as mulheres de todas as idades aderiram a esse novo conceito. As editoras de moda das revistas femininas apostaram na praticidade e na elegância da calça comprida e promoveram todos os tipos de modelos nas páginas de revistas devoradas pelas mulheres.” *&lt;br /&gt;Nessa década houve uma troca de idéias entre as roupas femininas e masculinas, sendo ambas muito influenciadas pelo seu oposto. Novas carreiras foram acenadas para a mulher e estando agora em ambientes bem masculinos, e com a vida mais corrida e a necessidade de ter uma nova postura, nada mais prático do que a calça para acompanhar essas mudanças. Com isso a moda foi chegando a uma individualidade que busca chegar a um estilo pessoal de vestir.&lt;br /&gt;Durante a década de 80, com a inserção real da mulher no mercado de trabalho, elas exploraram bem todas as possibilidades de adaptação do seu corpo a peças do guarda-roupa masculino. O terninho passa a ser uniforme, e o uso da calça por todas as mulheres, de todas as classes sociais, idades, corpos, já está absolutamente difundido. E vários estilistas desenvolveram criações bem interessantes e diversas para esse item do guarda-roupa feminino.&lt;br /&gt;E assim a calça passa pela moda da década de 90, atravessa o século, e chega em 2008 absolutamente difundida, sendo inventada e reinventada pelos mais diferentes estilistas e marcas, sofrendo fortes influências de tendências e no entanto, tratada e compreendida por toda uma sociedade de maneira absolutamente normal e natural. Ela é hoje mais um item fundamental do guarda-roupa feminino assim como do masculino, e é encarada com tranqüilidade por todos. Isso é sinal de que uma conquista se realizou, de que hoje a mulher vive mais próxima de um conforto e da expressão livre da sua individualidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/118803597475804256-1793529041118917417?l=iarawisnik.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iarawisnik.blogspot.com/feeds/1793529041118917417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://iarawisnik.blogspot.com/2009/01/21-histrico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/118803597475804256/posts/default/1793529041118917417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/118803597475804256/posts/default/1793529041118917417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iarawisnik.blogspot.com/2009/01/21-histrico.html' title='2.1     Histórico'/><author><name>Iara Wisnik</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13769447027486751508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pIvEdfdrtYs/SXYmKeVt5uI/AAAAAAAAAFc/a9-vTHMVnTk/S220/Iara+2009+menor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-118803597475804256.post-3755364759071995918</id><published>2009-01-20T11:53:00.000-08:00</published><updated>2009-01-20T11:54:40.689-08:00</updated><title type='text'>2.2     Mulher de calça, mulher de saia, forma, função e elegância.</title><content type='html'>“SAIA. Peça da indumentária feminina, que desce da cintura sobre as pernas em alturas variáveis. (...) Inúmeros modelos de saias femininos tem sido criados através dos tempos(..)”.&lt;br /&gt;Qual é a diferença básica entre a saia e a calça? Uma apresenta uma abertura no entre pernas, e a outra fecha essa região. A calça é originalmente um traje masculino, a saia é originalmente um traje feminino. A calça é mais desconfortável, mais apertada, no entanto ela dá mais segurança para a realização de movimentos amplos, ao contrário da saia, que é mais confortável, livre, no entanto, dependendo do modelo, prende os movimentos.&lt;br /&gt;Sendo a saia o traje típico feminino, e a calça o masculino, a conquista do uso de calças pelas mulheres representa uma vitória, enquanto o uso de saia por homens ainda se inclui nos tabus e nos preconceitos que assolam esse tipo de vestimenta. Isso se deve também ao fato de que a moda feminina desde a moda dos cem anos é muito mais exercitada e pensada do que a masculina. Valeria a pena os homens conquistarem a liberdade e o conforto que uma saia pode oferecer, igualando verdadeiramente os direitos do sexos em relação a indumentária.&lt;br /&gt;Lipovetsky diz: “ (...) um processo de redução da diferença dos sexos no vestir que se lê, por um lado, na inclusão, ainda que parcial, do vestuário masculino na lógica eufórica da moda, e, por outro, na adoção cada vez mais ampla, pelas mulheres, desde os anos sessenta, dos trajes de tipo masculino (calça, jeans, blusão, smoking, gravatas, botas). A divisão enfática e imperativa no parecer dos sexos se esfuma; a igualdade das condições prossegue sua obra, pondo fim ao monopólio feminino da moda e “masculinizando” parcialmente o guarda-roupa feminino.”&lt;br /&gt;A mulher, quando conquista o direito de usar calças, amplia o seu repertório de “personagens” realizáveis a partir do vestuário. Ela não deixa de usar vestidos, saias, babados, flores, e todo o “glamour” que a moda pode lhes oferecer. Antes ela era apenas “mulher saia”, agora ela passa a ser também “mulher calça”. Ela apenas amplia o número de combinações, de possibilidades de roupas para o seu repertório existencial. Essa busca de novas maneiras para revelar a própria individualidade, gera o nascimento de novos estilos que vão se integrando, recriando o que chamamos de moda, as possibilidades combinatórias do guarda-roupa.&lt;br /&gt;No entanto, “A diversificação do prêt-à-porter, longe de conduzir, como se teria podido esperar, a uma explosão de originalidade individualista, levaram a neutralização progressiva do desejo de distinção no vestuário”.  Quanto mais as possibilidades se abriram, desde a década de sessenta, a moda também entrou em um processo de perda de glamour, dando lugar para as roupas esportivas e casuais. “A tendência mais significativa é, por um lado, a desafeição por aquilo que se chama de grandes peças (mantôs impermeáveis, tailleurs, ternos), e, por outro, o impulso das “pequenas peças”, das roupas esporte e descontraídas, (...) o gosto pelo “relax”, pela fantasia e pelas roupas esportivas se difunde em todos os meios”. &lt;br /&gt;A nova moda veio em oposição ao que se tinha na época da alta-costura: uma elegância social. O gosto por grandes peças duráveis, especiais, e principalmente “formais” tais como o vestido de festa, o terno para homens, lenços bordados, coisas que além de ter um grande valor em si, chamavam atenção.&lt;br /&gt;Com a “nova onda”, viver bem consigo mesmo e com o próprio estilo, estar de acordo com os próprios sentimentos, estar à vontade sem chamar atenção viraram prioridades na relação das pessoas com suas roupas.&lt;br /&gt;Hoje, com a moda do “garimpo”, há também toda uma originalidade na relação da composição do look: Pode-se estar com uma blusa legal, desenhada por algum estilista, uma bermuda de uma loja de departamentos e a sandália da avó. O legal é misturar, é inventar. Isso é ser elegante.&lt;br /&gt;“Enquanto se manteve, através da alta-costura, o prestígio do luxo no vestir-se, a moda permaneceu tributária, ao menos parcialmente, de um código social de tipo holista, pelo primado concedido de fato a afirmação da posição hierárquica em relação à posição individual. A partir do momento em que esse princípio viu-se desqualificado, não só esteticamente mas também socialmente, a moda entrou com facilidade numa nova fase, comandada dessa vez integralmente pela lógica individualista.(...) O mais importante não é estar o mais próximo possível dos últimos cânones da moda, menos ainda exibir uma excelência social, mas valorizar a si mesmo, agradar, surpreender, perturbar, parecer jovem.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/118803597475804256-3755364759071995918?l=iarawisnik.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iarawisnik.blogspot.com/feeds/3755364759071995918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://iarawisnik.blogspot.com/2009/01/22-mulher-de-cala-mulher-de-saia-forma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/118803597475804256/posts/default/3755364759071995918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/118803597475804256/posts/default/3755364759071995918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iarawisnik.blogspot.com/2009/01/22-mulher-de-cala-mulher-de-saia-forma.html' title='2.2     Mulher de calça, mulher de saia, forma, função e elegância.'/><author><name>Iara Wisnik</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13769447027486751508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pIvEdfdrtYs/SXYmKeVt5uI/AAAAAAAAAFc/a9-vTHMVnTk/S220/Iara+2009+menor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-118803597475804256.post-7468239985185433179</id><published>2009-01-20T11:51:00.000-08:00</published><updated>2009-01-20T11:53:02.592-08:00</updated><title type='text'>2.3     Saia-calça, alfaiataria e a uma nova mulher.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parto da modelagem da saia-calça pois tenho o objetivo de investigar, procurar esse ponto de união onde a mulher tem de um lado, o extremo do feminino, e do outro a atitude moderna de quem conquistou o respeito da sociedade, o direito de usar calças, o eu-masculino. Postura de mulher ativa que quer, enfrenta o que for. Porém, com toda a graça que as roupas tipicamente femininas podem oferecer.&lt;br /&gt;Não acredito em masculinização do feminino. Acredito em uma atitude de uma mulher que se veste como homem, se quiser, se preciso, sem preconceitos. Acredito em uma postura aberta em relação ao vestir.&lt;br /&gt;    Uma mulher que ouve as Raízes do passado, que carrega a elegância e a feminilidade de outros tempos, que está sujeita às mudanças que envolvem o viver e que se abre para as novas possibilidades que a hipermodernidade* tem para oferecer. Sem preconceitos e sem medo.&lt;br /&gt;A “SAIA-CALÇA.  Calças largas femininas, confeccionadas a partir de um corte que dá aparência de uma saia. Apareceram em torno de 1890, causando escândalo, e foram mais usadas quando o ciclismo tornou-se popular, na virada do século XIX. No século XX tornou-se um dos clássicos da indumentária feminina”.  Tem a graça de ser a primeira que a mulher pode usar. E é a que formalmente concilia o princípio masculino com o feminino.&lt;br /&gt;Tecidos de alfaiataria*??, porque é a matéria formal, tradicionalmente ligada ao vestuário masculino, cortada, costurada e modelada por alfaiates, com toda a precisão e técnica do tradicional “sob medida”. No entanto, trabalharei com modelagens amplas e fluentes, típicas do guarda-roupa feminino.&lt;br /&gt;Não tenho por objetivo criar uma imagem andrógina, pelo contrário, tenho por objetivo criar uma imagem feminina, mas renovada, uma “nova mulher” que unifique os dois princípios: elegância, gosto pelo uso de roupas e pelo cuidado consigo mesma somado à conquista da voz e da liberdade de expressão na sociedade.&lt;br /&gt;Por isso uma mulher inserida em seu tempo, feminina, ativa, criativa e com a cabeça erguida para enfrentar os desafios do século XXI.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/118803597475804256-7468239985185433179?l=iarawisnik.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iarawisnik.blogspot.com/feeds/7468239985185433179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://iarawisnik.blogspot.com/2009/01/23-saia-cala-alfaiataria-e-uma-nova.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/118803597475804256/posts/default/7468239985185433179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/118803597475804256/posts/default/7468239985185433179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iarawisnik.blogspot.com/2009/01/23-saia-cala-alfaiataria-e-uma-nova.html' title='2.3     Saia-calça, alfaiataria e a uma nova mulher.'/><author><name>Iara Wisnik</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13769447027486751508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pIvEdfdrtYs/SXYmKeVt5uI/AAAAAAAAAFc/a9-vTHMVnTk/S220/Iara+2009+menor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-118803597475804256.post-294382175642690834</id><published>2009-01-20T11:49:00.000-08:00</published><updated>2009-01-20T11:50:26.225-08:00</updated><title type='text'>3 A Falta – O Amor e o vestir</title><content type='html'>3 A Falta – O Amor e o vestir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O “amor” – eis outro domínio que escapa à esfera do lucro, do ganho, assim como, de modo mais geral, todos os valores relacionais que, em grande parte, constituem a riqueza de nossa vida privada”.&lt;br /&gt;Nos vestimos porque nos “falta algo”. Não somos completos, senão, não precisaríamos nos vestir. A roupa tem o poder de nos completar muitas vezes. Em outros momentos ela deixa a desejar, então nos sentimos mal. Assim como o amor. Buscamos, através do vestir, a expressão da mudança do íntimo do nosso ser. Quando encontramos novos personagens em nós mesmos nos sentimos completos.&lt;br /&gt;Procuramos o amor pelos outros pelo mesmo motivo, nos falta algo. Sozinhos não estamos completos. Precisamos do outro. Viver é se relacionar. A grande graça na vida é ter com quem trocar as experiências, as idéias, os sentimentos. Vinicius de Moraes, poeta que enalteceu o amor e a amizade diz “tristes são aqueles que vivem sozinhos”.&lt;br /&gt;Nos vestimos para podermos expressar para o outro aquilo que somos, e assim podermos amar e nos sentirmos amados. “A moda tem ligação com o prazer de ver, mas também com o prazer de ser visto, de expressar-se ao olhar do outro”.  Pela roupa nos expressamos e lemos os códigos que os outro expressam. “A preciosidade do traje é a extensão e o duplo da estilização do amor”.&lt;br /&gt;Não faria sentido se vestir pura e simplesmente para se viver em uma bolha narcisista. A graça de procurar o próprio estilo é poder se relacionar de maneira mais clara, mais feliz. Por isso encerro o trabalho lembrando que tudo isso tem por objetivo a relação de amor entre as pessoas, o mundo e as outras pessoas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/118803597475804256-294382175642690834?l=iarawisnik.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iarawisnik.blogspot.com/feeds/294382175642690834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://iarawisnik.blogspot.com/2009/01/3-falta-o-amor-e-o-vestir.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/118803597475804256/posts/default/294382175642690834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/118803597475804256/posts/default/294382175642690834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iarawisnik.blogspot.com/2009/01/3-falta-o-amor-e-o-vestir.html' title='3 A Falta – O Amor e o vestir'/><author><name>Iara Wisnik</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13769447027486751508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pIvEdfdrtYs/SXYmKeVt5uI/AAAAAAAAAFc/a9-vTHMVnTk/S220/Iara+2009+menor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-118803597475804256.post-1040147612763592003</id><published>2009-01-20T11:47:00.000-08:00</published><updated>2009-01-20T11:49:03.032-08:00</updated><title type='text'>Bibliografia</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Bibliografia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LIPOVETSKY, Gilles. O Império do Efêmero. A moda e seu destino nas sociedades modernas. São Paulo: Cia. das letras, 1989.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LIPOVETSKY, Gilles; CHARLES, Sébastien. Os tempos Hipermodernos. São Paulo: Editora Baccarolla, 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRECIOSA, Rosane. Produção Estética. Notas sobre roupas, sujeitos e modos de vida. São Paulo, editora Anhembi Morumbi, 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BAUDOT, François. A Moda do século. São Paulo: Cosac &amp;amp; Naify edições, 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Teses, dissertações, monografias e trabalhos acadêmicos. Curitiba: Ed. da UFPR, 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SABINO, Marco. Dicionário da Moda. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEELING, Charlotte. Moda. O século dos Estilistas 1900-2000. Lisboa: Konemann, 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OPIE, Robert. The 1930s scrapbook. London: New Cavendish Books, 2006 p. il. Co. 39 cm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OPIE, Robert. The 1970s scrapbook. London: New Cavendish Books, 2004 p. il. Co. 39 cm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HEIMANN, Jim. All-american ads 30s. Koln: Taschen, 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;YAPP, Nick. 1970s: decades of the 20th century, dekaden des 20. Jahrhundersts; decennies du Xxe. Siecle. Koln: Konemann, 1979. (the Hulton Getty Picture Collection)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RODRIGUES, Lessa. O Rio que virou moda. Revisão José Alan Dias Carneiro. São Paulo: Memória Brasil, [s.d.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O´HAGAN, Helen; KATHLEEN, Rowold; VOLLBRACHT, Michael. Bill Blass: an american designer. New York: Harry N. Abrams, 2002.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/118803597475804256-1040147612763592003?l=iarawisnik.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iarawisnik.blogspot.com/feeds/1040147612763592003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://iarawisnik.blogspot.com/2009/01/bibliografia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/118803597475804256/posts/default/1040147612763592003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/118803597475804256/posts/default/1040147612763592003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iarawisnik.blogspot.com/2009/01/bibliografia.html' title='Bibliografia'/><author><name>Iara Wisnik</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13769447027486751508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pIvEdfdrtYs/SXYmKeVt5uI/AAAAAAAAAFc/a9-vTHMVnTk/S220/Iara+2009+menor.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-118803597475804256.post-6743227973447936495</id><published>2009-01-12T10:57:00.001-08:00</published><updated>2009-01-12T11:08:32.528-08:00</updated><title type='text'>Desfile Formatura - Fotos Marina Rebouças</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pIvEdfdrtYs/SWuTpw_USFI/AAAAAAAAAEQ/7q1hcWaxkXs/s1600-h/Iara+Wisnik+%2810%29.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 273px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pIvEdfdrtYs/SWuTpw_USFI/AAAAAAAAAEQ/7q1hcWaxkXs/s400/Iara+Wisnik+%2810%29.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290484533011171410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/118803597475804256-6743227973447936495?l=iarawisnik.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iarawisnik.blogspot.com/feeds/6743227973447936495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://iarawisnik.blogspot.com/2009/01/desfile-formatura-fotos-marina-rebouas_12.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/118803597475804256/posts/default/6743227973447936495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/118803597475804256/posts/default/6743227973447936495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iarawisnik.blogspot.com/2009/01/desfile-formatura-fotos-marina-rebouas_12.html' title='Desfile Formatura - Fotos Marina Rebouças'/><author><name>Iara Wisnik</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13769447027486751508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pIvEdfdrtYs/SXYmKeVt5uI/AAAAAAAAAFc/a9-vTHMVnTk/S220/Iara+2009+menor.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pIvEdfdrtYs/SWuTpw_USFI/AAAAAAAAAEQ/7q1hcWaxkXs/s72-c/Iara+Wisnik+%2810%29.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-118803597475804256.post-6693465707921504446</id><published>2009-01-12T10:31:00.000-08:00</published><updated>2009-01-13T16:24:37.301-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pIvEdfdrtYs/SWuPbheKRXI/AAAAAAAAAEI/RSJ-Hk4FpHk/s1600-h/Iara+Wisnik+%2815%29.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; 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